quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A CAÇADA
    Este quadro pintado em Janeiro de 2010 (70cmx50cm), insere-se na temática africana que é querida do autor. O povo bosquimane está aqui a espelhar dois espaços catalogadores do dia a dia.. A mulher sentada no chão, num momento de espera e de descontração, parece sussurrar aos dedos o que lhe vai no espírito. No ambiente pobre da savana, uma árvore seca de grande porte parecem copiar a dinâmica da narrativa viva que observa.. O homem avança lentamente, em segundo plano, armado de arco pronto para disparar uma das flechas. Nesse instante, como se tivesse sido surpreendido pelo ruído da aproximação de uma presa vinda de algures,. A mulher está numa interacção com dialéctica de um povo que respira a caçada e o nomadismo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

19-05-2009 - ESPIGUEIRO - Centro de Informaçãoes Regionais.
Museu do Pão e Vinho foi apresentado à comunidade
O Município de Alijó e o Museu do Douro, associando-se às celebrações do Dia Internacional dos Museus, apresentaram ao público, no domingo, o Núcleo Museológico de Favaios – Pão e Vinho. Do programa constou a abertura da exposição “Arquitecturas da Paisagem Vinhateira” que serviu de intróito para a visita às instalações do Núcleo, explicação da proposta do “projecto museológico” cuja candidatura foi apresentada ao Quadro de Referência Estratégico Nacional – Património Cultural. Seguiu-se, num espaço multiusos que será chamado “Cantinho dos Artistas Durienses”, a abertura de uma exposição de pintura da autoria de Carlos Alberto Teixeira, "natural de Luanda e com fortes ligações culturais e afectivas" a Favaios e a residir na ilha da Madeira. Foi neste espaço que o presidente da Câmara Municipal (dr Artur Cascarejo) apresentou à assistência as linhas mestras do futuro próximo do Museu. Depois, António Martinho, presidente do Turismo Douro, ter apresentado o “Guia dos Museus do Douro” da autoria de Natália Fauvrelle, ainda usaram da palavra Helena Gil, directora regional de Cultura do Norte, e Maia Pinto, director do Museu do Douro. Este evento, ao qual assistiram muitas dezenas de pessoas, terminou com provas de pão, bola de carne e vinho Moscatel de Favaios. A animação de rua esteve a cargo do grupo de Zés Pereiras de Sanfins do Douro.
in ESPIGUEIRO - Centro de Informaçãoes regionais.
O texto em itálico e entre aspas e ou entre parênteses é da responsabilidade do autor deste blogue.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

AS MAISAI E A CABRITA
    Este trabalho, em acrílico sobre papel, 70cmx50cm, é pertença de um particular vindo da África do Sul e, neste momento, a residir na ilha da Madeira. Esta composição apresenta as mulheres trajando vestidos de tons avermelhados , com cabaças e uma vasilha à cabeça, como se estivessem a dançar. Integra a narrativa uma cabrita que é conduzida por uma das mulheres como se pretendesse levá-la para ser sacrificada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MOSTRA DE PINTURA
No dia 17 de Maio de 2009, no Museu do Douro, inaugurou uma mostra de várias obras deste artista plástico. A sua exposição, que esteve patente ao público durante 7 dias, integrou-se nas actividades que envolveram a inauguração de um novo espaço museológico em Favaios, numa das dependências da "Obra" (cuja fachada se vê na foto em baixo), que foi sujeita a trabalhos de recuperação. Esta edificação fica destinada a abranger acções de âmbito cultural e com outras polivalências similares, para dar complementaridade às acções de entretenimento, lazer, serviços de divulgação e de apoio aos favaienses e aos que visitarem esta simpática Vila Vinhateira. O projecto desta estrutura museológica, com diversas vertentes de divulgação para o exterior e de fora para a região, é mais uma "dependência" do Museu do Douro desenvolvida para valorizar o património em todas as suas valências, atrair com regularidade consumidores culturais e outros turistas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

MULHER E CRIANÇAS CARAMOJONGUE
    Neste quadro, recentemente pintado em acrílico sobre papel (70cm x 50cm). Retrata-se uma muito comum do Uganda, em que uma mulher caramojongue, com um filho de tenra idade ao colo é, ladeada por outra criança de mais idade em pé e uma típica cabaça-cachimbo, posam para a posteridade. Pelos profundos traços físicos e pelo característicos adornos e traje identificamos, facilmente, a etnia nilo-camita do Uganda, que, como a maior parte das etnias, desta região africana, se dedicam ao pastoreio. A relação deste povo com o seu gado é muito intensa. Como curiosidade, quando uma criança nasce é-lhe oferecido um boi, que será sua propriedade, esta exclusividade alarga-se ao ponto de compartilhar até o próprio nome.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A CAMINHADA DOS BOSQUÍMANES
    Dentro da mesma temática de africanidade, esta narrativa realizada em 2008, mostra-nos com algum realismo três bosquimanes atravessando um espaço amplo que faz lembrar as areas circundantes de uma sanzala. Em primeiro plano, um indivíduo que acaba de pousar uma cabaça, parece estar mais preocupado com esta, se assim pudemos designar, que com a atravessia de três caçadores bosquímanes. Este elemento mostra também que não é uma figura estática, apesar de se encontrar de cócoras, entre o erguer-se ou a preocupação de manter em pé a grande vasilha esférica!
Quadro adquirido para Núcleo de Favaios do Museu do Douro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A GEOGRAFIA DA ESPERA DOS BOSQUÍMANES
    Este quadro em acrílico de 2006, sobre papel (70cm x 50cm), pertence à minha colecção particular, da qual fazem parte obras de Artur Bual e José Pádua. Desenha um cenário que espelha, se assim o entendermos, do povo Shán (O Povo de Deus) - no seu próprio idioma - o invisível de sentir a terra que vai da serra de Chela (Angola) até ao coração do do deserto Kalahari (Botswana, Namíbia e África do Sul) que lhe coube na alma! Este trabalho, para além do domínio artístico, é mais uma homenagem à "odisseia" dos Bosquímanes que foram, provavelmente, os primeiros habitantes de Angola, pela sua perícia em habitar os locais, evitando as sanzalas, sobretudo, as que lhes são hostis. Estas três pessoas do " povo amarelo", de pequena estatura e vulnerabilidade física, alimentam-se de raízes, frutos silvestres e de pequenos animais da savana e da selva africana, e de saborear o tempo que respiram.