quarta-feira, 13 de maio de 2009

AS MAISAI E A CABRITA
    Este trabalho, em acrílico sobre papel, 70cmx50cm, é pertença de um particular vindo da África do Sul e, neste momento, a residir na ilha da Madeira. Esta composição apresenta as mulheres trajando vestidos de tons avermelhados , com cabaças e uma vasilha à cabeça, como se estivessem a dançar. Integra a narrativa uma cabrita que é conduzida por uma das mulheres como se pretendesse levá-la para ser sacrificada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MOSTRA DE PINTURA
No dia 17 de Maio de 2009, no Museu do Douro, inaugurou uma mostra de várias obras deste artista plástico. A sua exposição, que esteve patente ao público durante 7 dias, integrou-se nas actividades que envolveram a inauguração de um novo espaço museológico em Favaios, numa das dependências da "Obra" (cuja fachada se vê na foto em baixo), que foi sujeita a trabalhos de recuperação. Esta edificação fica destinada a abranger acções de âmbito cultural e com outras polivalências similares, para dar complementaridade às acções de entretenimento, lazer, serviços de divulgação e de apoio aos favaienses e aos que visitarem esta simpática Vila Vinhateira. O projecto desta estrutura museológica, com diversas vertentes de divulgação para o exterior e de fora para a região, é mais uma "dependência" do Museu do Douro desenvolvida para valorizar o património em todas as suas valências, atrair com regularidade consumidores culturais e outros turistas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

MULHER E CRIANÇAS CARAMOJONGUE
    Neste quadro, recentemente pintado em acrílico sobre papel (70cm x 50cm). Retrata-se uma muito comum do Uganda, em que uma mulher caramojongue, com um filho de tenra idade ao colo é, ladeada por outra criança de mais idade em pé e uma típica cabaça-cachimbo, posam para a posteridade. Pelos profundos traços físicos e pelo característicos adornos e traje identificamos, facilmente, a etnia nilo-camita do Uganda, que, como a maior parte das etnias, desta região africana, se dedicam ao pastoreio. A relação deste povo com o seu gado é muito intensa. Como curiosidade, quando uma criança nasce é-lhe oferecido um boi, que será sua propriedade, esta exclusividade alarga-se ao ponto de compartilhar até o próprio nome.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A CAMINHADA DOS BOSQUÍMANES
    Dentro da mesma temática de africanidade, esta narrativa realizada em 2008, mostra-nos com algum realismo três bosquimanes atravessando um espaço amplo que faz lembrar as areas circundantes de uma sanzala. Em primeiro plano, um indivíduo que acaba de pousar uma cabaça, parece estar mais preocupado com esta, se assim pudemos designar, que com a atravessia de três caçadores bosquímanes. Este elemento mostra também que não é uma figura estática, apesar de se encontrar de cócoras, entre o erguer-se ou a preocupação de manter em pé a grande vasilha esférica!
Quadro adquirido para Núcleo de Favaios do Museu do Douro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A GEOGRAFIA DA ESPERA DOS BOSQUÍMANES
    Este quadro em acrílico de 2006, sobre papel (70cm x 50cm), pertence à minha colecção particular, da qual fazem parte obras de Artur Bual e José Pádua. Desenha um cenário que espelha, se assim o entendermos, do povo Shán (O Povo de Deus) - no seu próprio idioma - o invisível de sentir a terra que vai da serra de Chela (Angola) até ao coração do do deserto Kalahari (Botswana, Namíbia e África do Sul) que lhe coube na alma! Este trabalho, para além do domínio artístico, é mais uma homenagem à "odisseia" dos Bosquímanes que foram, provavelmente, os primeiros habitantes de Angola, pela sua perícia em habitar os locais, evitando as sanzalas, sobretudo, as que lhes são hostis. Estas três pessoas do " povo amarelo", de pequena estatura e vulnerabilidade física, alimentam-se de raízes, frutos silvestres e de pequenos animais da savana e da selva africana, e de saborear o tempo que respiram.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

OS TRANSPORTADORES DE ÁGUA
    Esta obra foi realizada por mim em 2007 faz parte de uma colecção particular. É um acrílico sobre papel medindo 70cm x 50cm. O quadro retrata um momento de uma das ocupações importantes dos pastores do Quénia, o transporte de água. Este quadro narra a actividade de aguadeiro que é apenas uma das tarefas quotidianas da tribo nilótica, em que utilizam, como vasilhas, grandes cabaças ôcas. Nesta narrativa imagética apresentam-se dois homens usando vestes de tonalidades térreas. Em primeiro plano, o homem acarreta duas cabaças vazias, de bojos de dimensões diferente, dependuradas numa rede amarrada às pontas de uma vara. O peso da água obriga, pela dimensão das cabaças, a uso de um bordão. Em segundo plano, o transportador africano apenas traz uma cabaça de gargalo largo, acomodada numa rede também pendente de uma das extremidades da vara sobre o ombro, mas que deixa aperceber o peso da água.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SOLIDÃO BRANCA
    Este quadro que intitulei a Solidão Branca, foi pintado em acrílico sobre papel (74m x 56cm), em 2003. Este acrílico pertence à colecção particular, da qual fazem parte obras de Castro Mendes, J. Pascual, Paulo Pinto, e uma serigrafia do seixalense Palolo e outra do ourensano José Luís de Dios.
A Solidão Branca regista um momente de reflexão e tristeza de uma masai com o seu filho distraído com a paisagem e brincando com os dedos na boca. O rosto pintado indica que está cumprindo o tempo pesar pela morte do marido. O belo colar policromático de missangas apresenta-se como sinopse do azul do vestido. Esta narrativa está ladeada com as figuras estilizadas: uma mulher, caminhando, com uma vasilha de transporta água; um homem, numa postura estática e vertical, segurando um bordão, que acarreta dois vasos vazios, de transporte de água. As peças de roupa destas figuras apresentam uma composição de bandas horizontais rubras, alaranjadas e térreas. Apercebemo-nos também da figura curva da mulher em pé, em plena oposição das linha curva do corpo da viúva.